O Criciúma estreou com derrota no campeonato estadual: três a zero para o Joinville no estádio da Arena. Para quem viu, uma decepção total: um time apático, morto, sem vontade. Segundo o diretor de Futebol Ervínio Darós Filho, o Preto, o Criciúma jogou um futebol de várzea, da mesma forma que ele atua com seus colegas nas peladas do fim de semana. E não dá pra dizer que ele pegou pesado, afinal, ele nunca deixou de declarar que é torcedor fanático pelo clube e, lógico, a emoção vem antes que a razão em casos como estes.
A verdade é que um time que tem Ronaldo Capixaba como atacante para ser o goleador, três volantes e apenas um meia de ligação com qualidade questionável e que nada apresentou até o momento (Marcelo Moscatelli) e apenas goleiros vindos da base tendo que assumir a bronca, não pode chegar a lugar algum. Além do mais, Itamar Schulle pediu uma série de atletas e não ganhou absolutamente nenhum: em todos os casos, a segunda ou a terceira opção foi conseguida pelo Tigre. O clube conseguiu perder mais de três atletas para o sem tradição Novo Hamburgo do Rio Grande do Sul e para o Brasil de Pelotas.
Analisando o jogo, nenhuma surpresa: estamos vendo um dos piores times do Criciúma dos últimos dez anos, e os alertas não foram poucos por parte da imprensa. A culpa não é do Itamar, definitivamente. O esquema foi armado já no último amistoso, na vitória contra o Novo Hamburgo, e o time vem treinando desta forma. Foram bem lá, o Novo Hamburgo tem um grupo forte. Perdeu para o Joinville por questões simples: Marcelo Moscatelli, único meia, e mais omisso impossível; Rodrigo inexperiente na zaga, muito nervoso e a marcação extremamente falha dos três volantes. Não dá pra dizer que o ataque foi mal, pois as bolas nem chegaram no Luca e no Capixaba. Vamos aguardar novos capítulos da série: "Criciúma, onde esse time vai parar?"
Um grande abraço a todos!
João Zanini é produtor e repórter esportivo da Rádio Eldorado de Criciúma.